sistema de CO2

SISTEMA CASEIRO DE CO2

O reator de CO2 caseiro é uma solução prática, barata e com eficiência comprovada. Claro que possui algumas limitações, mas nada que impeça a sua utilização. Vale lembrar que o ideal é utilizar um Kit de CO2 completo, com cilindro, válvulas e difusor profissionais, pois além de serem mais seguros também são mais eficientes, pois permitem um fino ajuste da injeção de CO2 permitindo também um maior controle do pH. Mas se a situação financeira ainda não permite a aquisição desta aparelhagem, uma boa saída é o sistema caseiro. Existem várias receitas e várias formas de montagem, sendo todas que funcionam muito bem, então vale a pena pesquisar e também experimentar para ver qual realmente funciona melhor. Para fazer uma experiência, nós tentamos fazer o sistema em um recipiente maior do que as famosas garrafas pet. O sistema que vamos mostrar aqui está funcionando perfeitamente em um aquário plantado em nossa loja.

Materiais necessários:

• Um galão de 10 litros;
• Mangueira de silicone;
• Fita veda rosca;
• Uma válvula reguladora de plástico ou metal;
• Um difusor;
• 2 Kg de açúcar;
• 50g de fermento biológico.

A opção do galão ou outro recipiente resistente é devido à pressão que se forma em seu interior devido à válvula que utilizaremos para limitar o fluxo de CO2. O recipiente mais utilizado é a garrafa pet de 2,0l, devendo ajustar apenas a quantidade de açúcar e fermento que é de duas colheres de chá de fermento biológico, três xícaras de açúcar e 1,5l de água. Existe receita feita até com gelatina, mas ainda não comprovamos o seu funcionamento. A válvula ou registro de plástico pode ser encontrado em qualquer loja de aquarismo, basta apenas verificar se não há vazamento. O difusor utilizado é o da Hydor, um difusor elétrico muito eficiente que melhora muito a difusão do CO2. O único inconveniente é o alto custo, algo em torno de R$99,00 à R$120,00. Esse difusor já vem com a mangueira e com as ventosas para prendê-la. Também podem ser utilizados difusores que possuem um caminho que as bolhas devem percorrer forçando-as a fazerem a troca com a água como os difusores da Boyu ou Hagen. Evite utilizar somente a pedra porosa, pois o aproveitamento do CO2 torna-se muito pequeno, então, utilize a pedra e mais alguma coisa que provoque a quebra dessas bolhas, que pode ser até uma bomba submersa. Uma outra forma de controlar a concentração de CO2 sem utilizar o registro é controlar a altura que se encontrará o difusor, pois, quanto mais perto da superfície, menor será a concentração.

Faça um furo no galão menor que a espessura da mangueira de silicone ou do registro para que o encaixe possa ser perfeito evitando qualquer vazamento. O furo pode ser feito com algum instrumento quente, o que permite uma adaptação mais fácil da mangueira ou do registro. Não se esqueça de usar a fita veda rosca na tampa do galão, pois devido à pressão, qualquer falha na adaptação pode deixar o CO2 escapar.

Cuidado para nunca fechar totalmente o registro e observe sempre a quantidade de bolhas, pois, talvez seja necessário abrir ou fechar de tempos em tempos. As bolhas devem começar a se formar em mais ou menos uma hora.

Se não quiser seguir essa receita, é só usar a criatividade para criar sistemas cada vez mais eficientes, mas não se esqueça de compartilhar com os amigos.

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